CRIMES LETAIS
Apesar de possuir uma população 300% menor que a paulista, a Bahia, administrada por Rui Costa (PT), registrou aumento de homicídios entre 2015, quando teve 6.273, e 2016, quando 7.110 pessoas foram assassinadas. Com isso, o estado ficou com uma taxa de 47 por cada grupo de 100 mil habitantes.
Com uma população três vezes maior que a baiana, São Paulo, administrado por Geraldo Alckmin (PSDB), teve em 2015 só 5.196 homicídios, 1.100 a menos que a Bahia. E o número ainda caiu para 4.925 em 2016, resultando em uma taxa de apenas 11.
O estudo foi divulgado nesta semana e traz um dado deprimente. Apenas em 2017, o Brasil registrou 63.880 mortes violentas, o maior número de homicídios da história recente. Os dados indicam que foram assassinadas 175 pessoas por dia, alta de 2,9% em relação a 2016.
A taxa é de 30,8 mortes para cada 100 mil habitantes. Os dados fazem parte do 12º Anuário de Segurança Pública divulgado na quinta-feira, em São Paulo, durante o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O Rio Grande do Norte (68) registrou a maior taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes, seguido por Acre (63,9) e Ceará (59,1). As menores taxas estão em São Paulo (10,7), seguido de Santa Catarina (16,5) e Distrito Federal (18,2).
EM CRESCIMENTO
De acordo com o levantamento, o número de homicídios dolosos cresceu 2,1%, ao atingir os 55.900. As lesões corporais seguidas de morte totalizaram 955, com crescimento de 12,3%. Já os latrocínios caíram 8,2% para 2.460. Já o número de policiais mortos reduziu 4,9%, chegando a 367.
Na contramão, o número de pessoas mortas em intervenções policiais registrou aumento de 20%, com 5.144 casos. Os estupros aumentaram 8,4%, chegando a 60.018. Os casos de feminicídio totalizaram 1.133. Em 2017 foram registrados 221.238 casos de violência doméstica.
Também houve crescimento no número de mulheres vítimas de homicídio (6,1%), chegando a 4.539. No ano passado, foram apreendidas 119.484 armas de fogo. Dessas, 94,9% não eram cadastradas no sistema da Polícia Federal. 
                                                                                                                                           (Fonte: A Região)