Foto: Simões Filho Online
Um caso ocorrido na última quarta-feira (23) deixou uma família em estado de choque em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Os pais de um bebê que já nasceu morto, descobriram, que após o enterro da criança, a unidade de saúde havia entregado o corpo errado para o sepultamento no Cemitério São Miguel. O ajudante de produção Alexandre de Jesus Almeida, 23 anos, e a estudante Marivany Santos de Jesus, 18, se preparavam para receber o pequeno Miguel de Jesus Almeida, nome escolhido carinhosamente pelos pais. Marivany realizou normalmente o pré-natal à espera do seu primeiro filho, mas no quarto mês de gravidez começou a apresentar alguns sangramentos e foi orientada pelo médico a manter repouso para que não perdesse a criança. Na semana passada, a jovem mãe começou a sentir fortes dores e ficou preocupada, já que a gravidez era de risco. Depois disso, a família da moça resolveu leva-la para o Hospital Jorge Valente, em Salvador, onde ela deu entrada no dia 16 de maio. 

Após ser atendida, foi confirmado que o caso era delicado. Na unidade médica, Marivany foi internada em uma ala separada das demais gestantes por conta da possibilidade de contrair alguma bactéria. “Aplicaram medicamentos na mãe. Depois de um tempo, o médico falou que a criança podia nascer, mas, pelo fato de ela estar perdendo líquido e sangrando, provavelmente ele ia nascer, mas não sobreviveria”, contou Alexandre. Dias depois do internamento, a gestante foi encaminhada para realização do exame de ultrassonografia, onde foi constatado que o coração da criança já não batia mais. O médico foi chamado e, mesmo assim, resolveu realizar mais uma análise antes de dar a trágica a notícia para a família, mas não houve jeito. A família conta que comprou o caixão e se dirigiu para o Jorge Valente, onde recebeu um documento para que fosse providenciada a certidão de óbito da criança. Em seguida, retornou para Simões Filho e foi até o cartório. Lá, informaram que o documento não tinha a data de nascimento do bebê nem o carimbo do hospital. Horas depois, eles resolveram o problema e finalmente conseguiram realizar o enterro da criança na tarde desta quarta-feira (24/5), no Cemitério São Miguel, também na cidade da Região Metropolitana. Já em casa, e bastante abalados com a situação e com a dor de sepultar seu filho tão esperado, os pais da criança receberam um telefonema de uma assistente social da maternidade informando que o corpo enterrado não era do seu filho e que eles precisavam ir até o local para mais informações. Agora, a família não sabe como vai solucionar o problema, já que para realizar a troca será necessária a exumação do corpo e isso depende de autorização judicial. A reportagem do Simões Filho Online, parceiro do Aratu Online, entrou em contato com o Hospital Jorge Valente para saber o posicionamento da unidade de saúde sobre o caso. O profissional autorizado a falar sobre o assunto não tinha sido localizado até o fechamento desta reportagem. 

                                                                         (Fonte NA - Noticias)