Ônibus que saiu de São Paulo para o interior baiano tombou na rodovia, em território mineiro, perto da divisa - Foto: Divulgação l PRF
A cidade baiana de Euclides da Cunha (a 329 km de Salvador) vive um clima de consternação por conta do acidente de ônibus que matou pessoas do município, ocorrido na madrugada desta segunda-feira, 19, na BR-252, norte de Minas Gerais, a cerca de 100 km da divisa com a Bahia. Familiares e assessores da prefeitura não tinham até o final da tarde desta segunda informações sobre o velório e sepultamento dos mortos no acidente.
Conforme dados da Polícia Civil mineira, embora o número divulgado inicialmente fosse de nove mortos, o dado foi corrigido para 12 vítimas, a grande maioria de parentes e moradores de Euclides da Cunha, que tinham saído na tarde de domingo de Santo Amaro (SP), para passar os festejos juninos no interior da Bahia.
O delegado regional de Taiobeiras (MG), João Marcos de Almeida, está à frente do inquérito policial que apura as causas do acidente. Ele acompanhou a perícia no local em que o ônibus saiu da pista e tombou e ouviu alguns sobreviventes. Cerca de 18 pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para o hospital municipal de Salinas. Os corpos foram para o Instituto Médico Legal (IML) de Montes Claros e a previsão é que todos sejam liberados nesta terça, 20.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o ônibus é de uma empresa de Euclides da Cunha e não faz linha regular. Os policiais não encontraram lista com nomes dos passageiros, o que é obrigatório por parte da Agência Nacional de Transportes Terrestres.
Sem divulgar os nomes dos mortos, o IML confirmou apenas que entre eles há um bebê. A maioria das vítimas morava nos povoados de Cipó e Serra Vermelha, zona rural de Euclides da Cunha. Um dos mortos era da zona rural do vizinho município de Quijingue e outro de Banzaê.
Alguns corpos ficaram presos nas ferragens e outros, que foram arremessados para fora do veículo, só foram localizados no final da manhã depois que o ônibus foi retirado do local, pois estavam abaixo da lataria.
                                               (Fonte A TARDE)